segunda-feira, 11 de julho de 2011

Suspiros na arte contemporânea

Se o corpo sempre foi para arte, objeto, suporte (ativo e passivo), na contemporaneidade ele se potencializa. Não pode mais ser sem estar. Não comporta mais ser contemplador: é contemplado e contemplativo. A visibilidade (não mais física)dilui-se nos questionamentos dele advindos. Matéria e discurso. Teoria e vísceras. O corpo se (re/des) constrói.........


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domingo, 15 de maio de 2011

TEMPO

EFÊMERO EM (RE/DES)CONSTRUÇÃO


O TEMPO DESTILA SUA PASSAGEM PELO TEMPO. A AURA, CORROÍDA A CADA AURORA E A CADA CREPÚSCULO, SE MANIFESTA PELA RUGA, PELA SECURA E PELA PELE ESVAÍDA. O VIÇO, ANTES NÍTIDO, AGORA É CASCA, PELE MORTA...LEMBRANÇA.
O QUE ERA JAMAIS SERÁ ELE MESMO. SEMPRE, NA ESPERA E SER OUTRO.

domingo, 13 de março de 2011

IMAGEM E POÉTICA


Magia, técnica e poética estão interligadas na linguagem fotográfica e discorrem acerca da capacidade criadora e inventiva do homem.

http://www.nytimes.com/library/photos/leibovitz/violence.html
Recortar um instante e eternizar um momento, por meio de técnica, requer escolhas: O quê? Quando? Como? Por quê? Para quem?...
Annie Leibovitz, em muitos momentos, apresenta possibilidades para tais questionamentos.Sua obra desliza da fotografia informal à técnica apurada a serviço da informação e do entretenimento e, discorre, também, acerca da poética de ver e olhar, sentir e escolher.... Esconder e mostrar. Instantes, instantâneos, flagrantes.... Não precisamos responder, mas apreendemos com olhares comtemplativos com vistas à fruição.
O que vemos? O que nos olha? Para Didi-Huberman, "O que vemos só vale - só vive - em nossos olhos pelo que nos olha"( 2005, p.29) e isso é desafiador. É imaginar como somos capazes de (re)construir a imagem do mundo e das coisas a partir da técnica.

terça-feira, 8 de março de 2011

VER O MUNDO, VER.


O que é uma imagem? O que é uma imagem de arte? Captar, guardar, reproduzir, mostrar e compartilhar. Ações que, desde os mais remotos tempos, acompanham a possibilidade (ou falta desta) de produzir imagens. Pintura, desenho, gravura e, principalmente, fotografia colocaram em xeque as verdades da imagens. Envolveram-na tríade verdade, magia, técnica.
O deslocamento da imagem, por meio da pintura de cavalete, trouxe a ruptura tempo-espaço e inseriu novos discursos para os contextos de deslocamentos.
A técnica de captura da imagem por meio de dispositivo óptico, químico e mecânico, potencializou o discurso da originalidade e reprodutibilidade. O século XIX experimentou o diálogo da ruptura que ameaçou a temporária verdade da pintura. O momento, até então, elevado pela secagem da tinta a óleo passou a ser definitivamente efêmero e o clique do disparador da câmera fotográfica, juntamente com o olho do fotógrafo, únicas testemunhas.