domingo, 13 de março de 2011

IMAGEM E POÉTICA


Magia, técnica e poética estão interligadas na linguagem fotográfica e discorrem acerca da capacidade criadora e inventiva do homem.

http://www.nytimes.com/library/photos/leibovitz/violence.html
Recortar um instante e eternizar um momento, por meio de técnica, requer escolhas: O quê? Quando? Como? Por quê? Para quem?...
Annie Leibovitz, em muitos momentos, apresenta possibilidades para tais questionamentos.Sua obra desliza da fotografia informal à técnica apurada a serviço da informação e do entretenimento e, discorre, também, acerca da poética de ver e olhar, sentir e escolher.... Esconder e mostrar. Instantes, instantâneos, flagrantes.... Não precisamos responder, mas apreendemos com olhares comtemplativos com vistas à fruição.
O que vemos? O que nos olha? Para Didi-Huberman, "O que vemos só vale - só vive - em nossos olhos pelo que nos olha"( 2005, p.29) e isso é desafiador. É imaginar como somos capazes de (re)construir a imagem do mundo e das coisas a partir da técnica.

8 comentários:

  1. A imagem, em preto e branco, apresenta o olhar posicionado ao infinito.
    Deixa transparecer o sofrimento que foi provocado pelo espancamento.
    Uma imagem artística considerando fatores como o enquadramento, o foco, a opção pela película (preto e branco) e a leve inclinação da cabeça que faz a linha esquerda do rosto cruzar com a linha horizontal do ombro, remetendo o olhar do apreciador para todos os quadrante da imagem.
    (Leonel Muniz).

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  2. A fotografia mostra um enquadramento feito do
    rosto, em um momento visívelmente de sofrimento.
    Moatrando o foco e a técnica perfeita na hora de
    tira a fotografia.

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  3. É impressionate como Annie nos apresenta o tema sobre violência.
    A começar pelas cores. o preto e o branco, automaticamente nos remete a uma cene triste e sem vida.
    O olhar da personagem, olhando pro "nada", dá a impressão de que ela está relembrando o fato que occoreu que o deixou neste estado.
    As feridas e a marca da pancada no olho, justificam o sofrimento.
    O ângulo foi perfeito, pois focou justamente na peça-chave da fotografia sem deixar de lado o resto dos elementos da composição.
    Verônica Nascimento.

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  4. Esta é uma imagem que aborda um tema social,onde a fotógrafa Annie denuncia a violência contra a mulher com muita propriedade,extraindo a poética de um tema feio,triste e deprimente com extrema sensibilidade
    É uma imagem que provoca emoção,revelando uma verdade e beleza que nos incomodam e sensibilizam através do olhar triste, perdido,vazio e distante
    reforçado pelas marcas da violência.
    Há um enquadramento perfeito,onde a leve inclinação da cabeça preenche todo o nosso olhar.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Uma imagem muito forte, ainda mais quando estamos falando em uma fotografia tirada para o dia internacional da mulher. Tecnicamente falando, Annie Leibovitz não deixa a desejar, é possível perceber a tristeza e sofrimentos presentes no rosto da mulher fotografada. A composição se torna mais interessante pelo fato de não ser uma imagem totalmente estática, pois a inclinação da cabeça da mulher, dá certo dinamismo à imagem, e faz com que sintamos a necessidade de percorrer toda a imagem com nosso olhar.

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  7. Na disparidade entre movimentos e sentimentos, sobre os quais Annie Leibovitz coloca tanta ênfase nessa imagem, mesclando a magia, técnica e poética conduzem o nosso olhar a uma realidade que vai muito mais além do que podemos enxergar,impactante, no rosto o gesto de um ser humano expressa o que vai no seu íntimo. Enxerga-se muito mais no olhar do que na totalidade da imagem.
    A violência infligida sobre as mulheres é um flagelo que viola, prejudica ou anula o direito das mulheres aos seus direitos humanos e às suas liberdades fundamentais.
    Os maus-tratos físicos e psicológicos são um dos principais problemas com que as mulheres se deparam atualmente, mesmo nas sociedades ditas modernas.

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  8. Mais grave que as feridas expostas pela violência, o olhar dá ênfase ao sofrimento que parece infinito no sentido de não saber mais quem se pode ser, mulher ou apenas um objeto a mercê de seu algoz.

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